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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Finalmente...

Até que enfim eu tenho meu vídeo game. Demorou só 25 anos desde que joguei um Atari pela primeira e percebi que sem essa porcaria moderna eu não poderia mais viver.
Sempre joguei no vídeo game do meu irmão. O Atari não era dele, era de um amigo dele. Pra quem não se lembra ou é jovem demais pra isso, era uma coisa totalmente sem graça se vista hoje em dia, somente pixels que você só via que eram carros ou naves espaciais graças à imaginação. Mas Space Invaders e Formula 1 eram legais. Alguns aninhos depois meu irmão comprou um Mega Drive. Passei noites e mais noites jogando Sonic. Sim, senhoras e senhores, o ouriço azul que usa tênis e tem que pular pra pegar anéis e transformar robozinhos em bichinhos fofinhos e enfrentar o "chefão" era sempre complicado, mas era legal.
Depois veio o Play Station 1. Nessa época eu já consegui meu primeiro computador (incríveis 128mega de ram, a gigante HD de 20giga, 8mega de memória de vídeo e um potente processador de 1,2giga, tudo isso rodando o revolucionário Windows 98... top de linha) e aí instalei um emulador de PS. Ainda me lembro do meu primeiro jogo: Resident Evil 3. Cheguei a sonhar com o jogo inúmeras noites (não eram pesadelos, apenas sonhos com aventura). E até hoje Resident Evil é o título que mais gosto, seguido de pertinho por Silent Hill e Mortal Kombat.
Mesmo como play do meu irmão eu não me divertia tanto, afinal era "O play do meu irmão", não era meu. Me conformei com o pc mesmo (depois eu troquei, me arrependi, tinha otimos jogos que só rodavam no win98 e hoje sinto saudades deles, como o Blood, por exemplo, quem teve a oportunidade de jogar sabe do que estou falando. Obs: uma das armas que o cara conseguia para derrotar os demônios era uma boneca de vudu). Enfim, eu queria o meu.
Fiquei um tempo pensando se comprava ou não, a ideia sumiu, mas depois retornou com força total e não me aguentei. Esperei impacientemente meu PIS e no mesmo dia que ele saiu, fui lá e comprei meu Play Station II e tudo mudou. Agora os carros parecem carros, as naves parecem naves, os homens parecem homens e os monstros parecem monstros, o sangue não é mais um quadradinho vermelho caindo na tela, são litros jorrados pra todo lado. Ah, Santa Evolução dos Games.
Agora é só esperar o Play Station III e quando eu o tiver, ficarei anciosa e impacientemente aguardando o Play Station IV.
Maldito vício...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Clássico é Clássico - Batiman Feira da Fruta


Quem nunca nunca viu esse vídeo, assistam! É o clássico Batiman - Feira da Fruta. Dois malucos nos anos 80 pegaram um dos episódios clássicos do seriado dos anos 60 com Adam West e Burt Ward (extremamente ridículo e que contribuiu para que dissessem que o cavaleiro das trevas e o garoto prodígio andavam fazendo coisas erradas pelos cantos da batcaverna) e colocaram uma dublagem muito legal, com muitos palavrões e textos bem idiotas, mas engraçados. Outro vídeo dos mesmos caras é o Star Wars - Cadê meu headphone (clique aqui para ver).
O que mais achei hilário é quando o batiman retira algo "de trás" e o robin pergunta de onde ele tirou aquilo e o batiman responde "é lógico que foi do c*". Isso me faz lembrar aqueles seriados antigos japoneses, os famosos tokusatsus, ou simplesmente, tokus, com guerreiros que lutam contra monstros gigantes enviados por seres malévolos que só querem atacar o Japão e logo depois de destruir essas adoráveis ilhas que já foram destruídas diversas vezes pelo Godzilla, tem a certeza que podem dominar ou destruir o mundo, mas sempre em seu caminho aparecem esses maravilhosos, fortes e poderosos guerreiros às vezes em carreira solo, em dupla sertaneja ou grupinho de pagode, cada um usando uma linda roupinha colante em tons bem coloridos. Quando eu era criança via eles tirando aquelas bazucas enormes da parte de trás, mas na minha inocência pensava que era o super poder, que aquelas coisas se materializavam em suas mãos e logo em seguida eram novamente desmaterializadas quando o monstro explodia (ele sempre explodia numa bola de fogo, nunca virava mil pedacinhos de sangue e entranhas), mas hoje eu sei, "é lógico que foi do c*" (ver foto ao lado - Changeman e suas partes da bazuca anal). Outra coisa que percebi ao ver esses seriados antigos, normalmente a guerreira usava rosa e quase sempre a outra usava amarelo, só que depois que se transformavam, aparecia um volume suspeito (pequeno, mas suspeito, afinal, era seriado japonês) e os peitos desapareciam, além de ficarem mais estranhas...
Quem assiste Power Ranger (ou pelo menos sabe o que é) já deve ter percebido a gambiarra que eles fazem: pegam um toku japonês, retiram todas as cenas que os heróis estão sem o uniforme arco-íris e inserem a cena com os americanos. A primeira fase foi a pior, era sempre um bando de japonês fugindo, containers com caracteres japoneses, etc, mas o pior era o ranger amarelo. No original japonês era interpretado por um gordinho (que por sinal era o moleque que fazia o irmão do ninja Jiraya) e no americano, ou seja, os heróis de cara limpa, era uma chinesinha com corpinho de modelo. Já viram a tosquice que isso virou... Outra hora dessas eu volto pra falar mais dos Tokus e Mangás, assunto não faltará.
Santa Inocência, Batman!!!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Memórias de uma NinjA

Por incrível que pareça, eu consigo me lembrar de algumas coisas da minha infância, mas não me lembro do que aconteceu ontem. Vendo o Sarney um dia desses no jornal, me lembrei da época que ele presidente. Eu era criança, mas me lembro, lembro do presidente Figueiredo, da eleição do Tancredo e sua posterior morte e quando o Sarney assumiu. Nessa época, Michael Jackson ainda era negro e o SBT ainda se chamava TVS. Lembro que meu pai era milhionário, a folha de pagamento dele passava dos 7 milhões de cruzeiros. Mas em compensação, eu lembro que eu comprava um pirulito de 500 cruzeiros no barzinho da esquina da casa da minha avó, esses pirulitos vinham até sem embalagem, ficavam dentro de vasilhas e o vendedor só tirava dali e entregava. Não me lembro quanto era o pão, só lembro que ele vinha bem maior, comprido, parecendo uma baguete, era embrulhado em papel grosso, normalmente rosa, não tinha sacolinha nem nada, levava aquilo na mão mesmo. Era comum a compra em cadernetas nas mercearias de "secos e molhados" e no final do mês quando se ia pagar, era cobrado o preço do dia, ou seja, bem mais caro. Eu acho que a gente aprendia a falar "mamãe", em seguida "papai" e depois "inflação". A coisa era complicada. Faz a crise de hoje parecer brincadeira, pelo menos no Brasil. Era um tira-e-bota zeros que enchia a paciência, tinh até nota carimbada! Isso mesmo, carimbavam a nota com o novo valor pra não ter que fazer mais.
Tenho um amigo que essa galera adolescente de hoje em dia de "os de agora". Na minha época de criança eu já gostava de rock e filmes de terror. Meus pais deixavam eu assistir filmes de terror, desde que não tivesse sexo (tripas arrancadas, gargantas cortadas, sangue jorrando tudo bem, mas gente se pegando nem pensar), mas o telejornal não deixava, mas sempre dava meus pulinhos e assistia. Para os de agora, bandas como Metrô, Rádio Táxi, Nenhum de Nós, Inimigos do Rei, Sempre Livre entre outras pode soar estranho, mas na minha infância eu amava. Adelaide, a anã paraguaia e Ma-ma-maria embalaram minhas brincadeiras, mesmo que escondido, isso porque meu pai só usava rádio a pilha e dizia que ouvir FM gastava essas pilhas, então quando ele ia trabalhar eu só ouvia FM, nunca gastou além da conta.
Se eu fosse ficar falando da minha infância anos 80 aqui poderia escrever um livro, mas fico por aqui na minha nostalgia.
Abraços...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Memória de uma NinjA

Bom, a memória é realmente algo incrível, pena que algumas pessoas se esquecem disso.
Meu problema de memória já é conhecido pelos meus amigos e apesar de eu fazer um esforço danado pra naão esquecer as coisas elas acabam por desaparecer do meu cérebro ou teimam em se esconder nos locais mais longínquos da mente, talvez juntamente com aqueles que às vezes não querem ser lembrados. Exemplo disso é esse post, eu sabia exatamente o que escrever, mas... me esqueci.
Não imaginam a raiva que tenho de mim mesma quando me dizem alguma coisa e ainda perguntam se me lembro daquilo e tudo que posso fazer é uma cara de completa idiota e dizer um tímido "não" pra essa pessoa.
O mais incrível são algumas memórias que guardo de 27 ou 26 anos atrás, todas pela metade, mas já alguma coisa, mas não me lembro de coisas que aconteceram há 3 ou 4 dias. Mas tudo bem, em algum tempo pode ser que essa memória volte à tona... ou não.
Certa vez tentei tomar um remédio para memória e advinhem: me esquecia de tomar. Não adiantava deixar bem a vista, eu até via, mas pensava: só tenho que fazer tal coisa, depois eu tomo. Mas a tal coisa era feita, outra tal coisa também era feita, por fim, dezenas de tais coisas eram feitas e o horário do remédio passava sem dó nem piedade e o resultado era óbvio: o remédio para memória era esquecido. Quando conto essa história pra algumas pessoas, elas têm (ops, perdeu o acento ou não?) a terrível mania de me fazer uma pergunta para a qual só posso fazer aquela carinha e rir um pouquinho: "Você lembra o nome desse remédio que tomou?". Sem comentários.
Tem uma animação da Pixar chamada Procurando Nemo que é muito legal, principalmente por causa da Dory, uma peixe (ou melhor dizendo um peixe fêmea, mas não resisti à ideia - isso eu sei que perdeu o acento - de colocar "uma peixe") da espécie Paracanthurus hepatus, também conhecido como Blue-Tang ou Cirurgião Patela (nomes mais estranhos, santo Google). Ela sofre de perda de memória recente e é divertidíssima. Aquela expressão dela quando não se lembra de alguma coisa e pensa que os outros peixes estão é ficando doidos, é inigualável. Está certo que eu não sou tão ruim como ela, mas não deixo de me identificar com a mesma.
Eu acho que teria mais coisa pra falar, mas não me lembro o quê, então fico por aqui e prometo não me esquecer do blog novamente (pasmem, isso aconteceu, eu esqueci completamente que tinha um blog, só me lembrei porque uma amiga me perguntou no msn porque eu não postei mais nada).

terça-feira, 8 de julho de 2008

Internet vicia + Memórias de uma NinjA

Todo mundo que usa internet acaba viciando, não tem aquele que foge à regra, seja pra ler notícias, blogar, "orkurtar", MSN, ver vídeos, etc.
Tem gente que compra um PC ou notebook (em 24x pelas Casas Bahia - dedicação total a você) só pra usar a internet, de preferência MSN e Orkut. Mal sabe ligar a máquina, se ela faz um barulhinho diferente já chama o técnico, daí com o tempo aprende a ler e-mail e recebe um monte de vírus e abre um por um, daí chama o técnico ("uai, não sabia que precisava de anti-virus não, afinal eu não conhecia quem me mandou o e-mail e queria saber quem era, tinha até foto anexada, mas elas não abriram, mas a pessoa jura que me conhece"), tem aqueles vídeos de mulher pelada nos recados do Orkut que o amigão do peito (aquele que também está com o carnezinho das Casas Bahia ou Magazine Luiza) que mandou, o vídeo não abriu, mas se auto enviou pra todo mundo, mas de qualquer modo, chama o técnico.
Coitado do técnico.
Certa vez, estava eu tranquila (eu quero o trema de volta!!!!!!!!) no meu serviço, fazendo a manutenção de rotina, quando me aparece uma figura com um teclado dentro de uma sacola das... Casas Bahia. Motivo: o teclado estava desconfigurado e a figuraça queria que alguém configurasse pra ele. Então, lá fui eu escrever de modo bem fácil (pra não dizer pra burro entender mesmo) o passo a passo para a configuração de um teclado, tudo isso totalmente séria, apenas com um sorrisinho do "foi um prazer ajudá-lo, senhor". Mas admito, quando aquele espécime saiu, não me aguentei, ri até chorar e a barriga doer. Tenho até medo do que aconteceu com o PC depois, o que o bichinho deve ter recebido de vírus e desconfigurações, nem ouso pensar. Por sorte, nunca mais o vi, senão acho que até iria pegar amor no computador de tanto que ele acabaria nas minhas mãos.
Enfim, internet é legal (menos a discada e menos quando ela sai do ar, os paulistas e os nordestinos que o digam), se usada com sabedoria, até orkut é altamente instrutivo (pasmem, existem ótimas comunidades cujos fóruns são muito instrutivos), uso msn no trabalho que economiza e muito o uso do telefone até mesmo para fazer interurbanos.
Navegar é preciso, mas vamos navegar em mares mais inteligentes, galera.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Memórias de uma Ninja - Parte 1

Resolvi postar algumas memórias minhas (coisa rara, já que não tenho memória e sim uma vaga lembrança, já tomei medicamento pra isso, mas não me lembro quando foi, nem qual remédio e não deu certo, já que eu esquecia de tomar esses remédios), então à medida que as coisas forem ressurgindo à minha pobre e não muito ativa memória, vou colocando aqui.

Vou começar com um fato que ocorreu há algum tempo e que me traumatizou profundamente: a morte da galinha.
Estava eu andando tranqüilamente rumo ao meu trabalho, às 7:30h da manhã quando me deparei com aquela ave branca a ciscar calmamente no terreno da casa. Não sei o que aconteceu, acredito que ela tenha se assustado comigo (toda de preto pra variar) e correu. Mas a idiota correu para o lado errado, poderia ter ido pra dentro da casa, mas não, foi de encontro à morte na avenida movimentada. Veio um fusca vinho com manchas de ferrugem e dirigido por um homem de meia idade e só ouvi o quebrar de ossos seguido por um último có e as peninhas alvas voando ao vento da manhã e se depositando calmamente na calçada, nos arbustos e em toda parte e só uma perninha da coitada tendo alguns espamos post mortem e o motorista fugindo sem prestar socorro à vítima. Por fim, vi que não tinha nada a fazer, segui para o meu trabalho, mas teria que passar ali, naquele local mais 3 vezes (ir almoçar, voltar do almoço e fim de expediente). Não queria olhar para o local do terrível acidente, mas não me contive. Ao final do dia, aquilo que outrora fora uma bela galinácea, era agora um borrão sangrento no meio do asfalto. Sei que a pobre não teve um fim digno, a coitada poderia ter se tornado algo bem melhor, coxinhas (média de 15 sem batata ou 100 de festa com batata) ou uma torta ou quem sabe um assado saboroso, mas não, ela nunca mais ciscou, nunca comeu outro milho e nem teve direito a um enterro digno (nem que fosse um enterro dos ossos depois do almoço de domingo). Sei que nunca mais olhei uma galinha do mesmo modo e sempre que as vejo ciscando do seu jeitinho nervoso, corto volta e evito uma nova tragédia. Espero um dia esquecer isso...

Mas aproveitando a deixa, vai aqui uma receita saborosa de torta de frango:
Ingredientes: 1 peito de frango (faça um molho bem caldeado com o mesmo e temperado a gosto), 1kg de batatas (faça um purê do seu jeito com elas), 2 tomates sem pele e sem semente, 2 copos de água com 3 colheres de maisena dissolvidas
Modo de Fazer: faça o molho de frango, desfie-o e reserve o caldo. Leve o caldo novamente ao fogo até levantar fervura, misture o frango desfiado, os tomates picadinhos (se desejar, acrescente milho e ervilha) e deixe ferver bem, em seguida acrescente a água com maisena e mexa sem parar até engrossar, retire do fogo e deixe esfriar um pouco. Num refratário nada modesto, coloque metade do purê de batadas, jogue o mingau de frango e cubra com o restante do purê, jogue queijo ralado por cima e molho de tomate e leve ao forno por cerca de 10 a 15 min. Bom apetite.
Dica: dê opção por frangos que não tenham sido atropelados.