sexta-feira, 30 de maio de 2008

McGyver - o pai da gambiarra

Estava me lembrando do McGyver (na verdade, estava assistindo os Simpsons e me lembrei dele, já que as irmãs da Margie são fãs do cara) e percebi uma coisa: o cara só fazia gambiarra.
O ator Richard Dean Anderson era o protagonista da série (1985 a 1992) McGyver, aqui no Brasil recebeu o singelo (e não menos tosco) nome de Profissão: Perigo. Era um ex-agente do serviço de inteligência americano e que passou a trabalhar em missões especiais para a Fundação Fênix (o cara que passava as missões parecia uma tartaruga). Com grandes conhecimentos em química e física, ele fazia qualquer coisa com objetos simples. O episódio de estréia da série, Missão Inicial, estreou no Brasil somente em 1986, no lugar de Viva O Gordo, no período de férias do Jô Soares. Abaixo, os "truques" usados por MacGyver no episódio:
1. Desarma míssil com auxílio de um clipe;
2. Com um rifle, fósforos, elástico e galho de árvore, cria tiroteio "por controle remoto" para distrair o inimigo;
3. Amassa cano de uma pistola de sinalização para transformá-la em foguete de empuxo;
4. Torna raios laser visíveis com fumaça de cigarro;
5. Redireciona laser com lente de binóculo até raio atingir a própria fonte;
6. Ergue viga, dando nó em uma mangueira contra incêndios;
7. Detém vazamento de ácido fazendo-o reagir com dissacarídeos de chocolate (lactose e sacarose) para formar carbono elementar e resíduo grosso viscoso;
8. Cápsulas de remédio e sódio metálico são transformadas em pequena bomba.
Agora me digam: isso é ou não é G A M B I A R R A?

Por isso eu acho que todo brasileiro que se preze (principalmente os eletricistas e encanadores) se inspiram no McGyver. Eu assumo, amo fazer gambiarra, tá no sangue, meu pai faz, meu irmão também. Feliz daquele que sabe fazer uma boa gambiarra.
Um viva aos gambiarreiros inspirados no grande Pai da Gambiarra!

Eu gosto de coisas toscas

Pobre que se preza gosta de tosqueira.
Eu particularmente adoro assistir coisas toscas. Admito que sou apaixonada por Godzilla (mais tosco que isso é impossível). Como alguém pode gostar de um monstro japonês que destrói marquetes e solta um raio pela boca, cujas dobras da roupa emborrachada e a linha que dá movimento à cauda são totalmente perceptíveis. Com os anos, o monstrengo evoluiu, deixou de ser idiota, como o era nos anos 40 até 60, ficou mais mau, menos brincalhão, mas não menos tosco.
Gosto de desenhos anos 80 e as séries dos anos 80 e 90 também, não tinha nada daquilo de esperar o próximo episódio pra saber o que ia dar, era uma história a cada episódio e pronto. Ri muito com a Gata e o Rato, com o Primo Cruzado, Alf - o ETeimoso, McGyver (esse merece um post ainda hoje), Capitão Power, entre outras pérolas.
Amo South Park (pra quem não conhece é um desenho tosco, com a arte tosca onde um grupo de crianças toscas falam palavrão toscos até não poder mais), gosto de Frango Robô (sem comentários... índice máximo da tosquidão), amava a She-Ha e o He-Man, com seus gráficos estáticos e os músculos bombados.
Enfim, ser pobre é ser tosco. Mas viva a tosquidão! Afinal, ela que nos dá a graça de viver.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Como enlouquecer um operador(a) de telemarketing

Você tem recebido com freqüência ligações de operadoras de Telemarketing para tentar vender assinaturas de jornais, planos de saúde, cartões de crédito, abertura de conta em banco, livros, etc..? Você já está cansado dessas ligações? Seus problemas acabaram! Eis aqui a cartilha: 'Atormentator the Operator of Telemarketing' com 10 maneiras de de atormentar quem está do outro lado da linha.

1) Quando a pessoa lhe perguntar "como vai?" responda:
- "Estou tão feliz que você esteja me perguntando isso! Hoje em dia ninguém mais se preocupa comigo e preciso tanto conversar com alguém... Minha artrite está me matando e meu cachorro acaba de morrer. O pior, é o meu médico que me disse..."

2) Peça um tempo, dizendo que vai pegar uma caneta e um bloco de papel e fale à pessoa para falar MUITO devagar porque você estará escrevendo tudo o que ela disser.

3) Quando a pessoa disser: "Bom dia, meu nome é Francisco da empresa X", peça-lhe para soletrar o nome e sobrenome, e o nome da empresa. Faça-o repetir. Pergunte o endereço, faça soletrar o nome da rua, o CEP. E faça repetir novamente. Peça-lhe o nome do chefe dele, o número do CGC, etc... Faça pausas longas como se você estivesse escrevendo tudo num papel. Continue a fazer perguntas pelo tempo que for necessário.

4) Quando a pessoa se apresentar (ex: "eu sou Júlia"), dê um grito:
"- Júlia? Oi. Querida! É você mesma? Faz tanto tempo que não tenho notícias suas! Como é que você foi na faculdade? Você não lembra mais de mim?"

5) Se uma empresa de telefonia ligar para lhe oferecer descontos nos interurbanos, responda com voz sinistra:
- "Não tenho amigos. Ninguém quer ser meu amigo. Ninguém quer falar comigo. Você quer ser meu amigo? Eu poderia ligar para você... Qual é teu número?"

6) Se uma administradora de cartão de crédito ligar para lhe oferecer um cartão, responda que esta oferta caiu do céu, você acabou de ficar desempregado e está com um monte de dívidas, seu cheque especial foi cortado e que finalmente você vai poder fazer as compras de supermercado.

7) Ou então diga que você está em liberdade condicional, num programa de reabilitação social para detentos e que você precisa pedir à assistente social a autorização dela.

8) Depois de ter ouvido tudo o que a pessoa tem a dizer, peça-a em casamento, porque você só dá seu número de cartão de crédito à sua esposa.

9) Assim que a pessoa falar o nome dela, você já começa:
"-Não adianta, fulano(a), eu já reconheci sua voz! Essa brincadeira é boa, mas agora não tem mais graça. E como vai a tia Palmira?" Não importa o que a pessoa lhe disser, repita:
"-Pára com isso, Fulano, você não percebeu que eu já te reconheci?"

Se nenhuma das técnicas anteriores adianta, apele:

10) Diga à pessoa que você está muito ocupado no momento, mas que lhe dê seu número particular que você irá ligar mais tarde. A pessoa evidentemente não vai querer lhe dar o número residencial. Responda então:
"- Eu imagino que você não quer ser importunado na sua casa... Eu também não!"

Memórias de uma Ninja - Parte 1

Resolvi postar algumas memórias minhas (coisa rara, já que não tenho memória e sim uma vaga lembrança, já tomei medicamento pra isso, mas não me lembro quando foi, nem qual remédio e não deu certo, já que eu esquecia de tomar esses remédios), então à medida que as coisas forem ressurgindo à minha pobre e não muito ativa memória, vou colocando aqui.

Vou começar com um fato que ocorreu há algum tempo e que me traumatizou profundamente: a morte da galinha.
Estava eu andando tranqüilamente rumo ao meu trabalho, às 7:30h da manhã quando me deparei com aquela ave branca a ciscar calmamente no terreno da casa. Não sei o que aconteceu, acredito que ela tenha se assustado comigo (toda de preto pra variar) e correu. Mas a idiota correu para o lado errado, poderia ter ido pra dentro da casa, mas não, foi de encontro à morte na avenida movimentada. Veio um fusca vinho com manchas de ferrugem e dirigido por um homem de meia idade e só ouvi o quebrar de ossos seguido por um último có e as peninhas alvas voando ao vento da manhã e se depositando calmamente na calçada, nos arbustos e em toda parte e só uma perninha da coitada tendo alguns espamos post mortem e o motorista fugindo sem prestar socorro à vítima. Por fim, vi que não tinha nada a fazer, segui para o meu trabalho, mas teria que passar ali, naquele local mais 3 vezes (ir almoçar, voltar do almoço e fim de expediente). Não queria olhar para o local do terrível acidente, mas não me contive. Ao final do dia, aquilo que outrora fora uma bela galinácea, era agora um borrão sangrento no meio do asfalto. Sei que a pobre não teve um fim digno, a coitada poderia ter se tornado algo bem melhor, coxinhas (média de 15 sem batata ou 100 de festa com batata) ou uma torta ou quem sabe um assado saboroso, mas não, ela nunca mais ciscou, nunca comeu outro milho e nem teve direito a um enterro digno (nem que fosse um enterro dos ossos depois do almoço de domingo). Sei que nunca mais olhei uma galinha do mesmo modo e sempre que as vejo ciscando do seu jeitinho nervoso, corto volta e evito uma nova tragédia. Espero um dia esquecer isso...

Mas aproveitando a deixa, vai aqui uma receita saborosa de torta de frango:
Ingredientes: 1 peito de frango (faça um molho bem caldeado com o mesmo e temperado a gosto), 1kg de batatas (faça um purê do seu jeito com elas), 2 tomates sem pele e sem semente, 2 copos de água com 3 colheres de maisena dissolvidas
Modo de Fazer: faça o molho de frango, desfie-o e reserve o caldo. Leve o caldo novamente ao fogo até levantar fervura, misture o frango desfiado, os tomates picadinhos (se desejar, acrescente milho e ervilha) e deixe ferver bem, em seguida acrescente a água com maisena e mexa sem parar até engrossar, retire do fogo e deixe esfriar um pouco. Num refratário nada modesto, coloque metade do purê de batadas, jogue o mingau de frango e cubra com o restante do purê, jogue queijo ralado por cima e molho de tomate e leve ao forno por cerca de 10 a 15 min. Bom apetite.
Dica: dê opção por frangos que não tenham sido atropelados.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Novamente

Ele não desiste.
E sei que não vai desistir.
O isolei dos outros bichos.
Mas, mesmo pequeno, ainda parece ocupar o quarto inteiro.
Pig Magentha não é desse mundo, tenho certeza.
Aquela coisinha rosácea e fofa não é normal, sei disso.
Começo a pensar que ele faz parte de um plano muito maior. Aliens mal intencionados e com o ego ferido com o livro Apanhador de Sonhos, devem ter implantado sondas em bichinhos rosa e fofos dados a fãs do Stephen King, com isso, esses fãs passariam a gostar de coisas fofuchas e bonitinhas e esqueceriam o mestre King e esses malditos aliens alcançariam seu objetivo: deixar Stephen King no esquecimento. Mas comigo isso não funciona.

Nível de "viajamento na Hellman's": viagem maneira, comparada a fazer um churrasquinho na beira de um vulcão ativo com os amigos do escritório e, sem querer, esbarrar no chefe pra ele cair...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Endemoniado ou Alien?

Pensei que ele estava em paz, que finalmente estaria disposto a me deixar seguir minha vida, mas não. Ele voltou a me assombrar. Eu juro que vi seus olhos brilhando na escuridão.
Estou falando do Pig Magentha.
Essa coisa fofa e rosa deve ser coisa do demo ou é uma sonda alienígena que está sendo usada para me monitorar. Só pode.
Mas ele que me aguarde, seus dias rosáceos e fofuchos estão contados.

Mas só por via das dúvidas, se caso eu desaparecer misteriosamente, tem um testamento salvo na minha HD, onde deixo tudo, menos o Pig Magentha, para os familiares e amigos. Se eu sumir, sei que ele também não será mais visto nem ouvido.

Ele que não leia isso, mas ainda arrumo um pitbull ou outra máquina assassina qualquer, até um poodle toy serve, pra entregar esse singelo e mimoso monstrinho rosa para ser dilacerado por dentes caninos e terríveis, ainda quero ver suas entranhas de algodão espalharem-se por todos os lados e aqueles olhinhos meigos perdidos sem vida olhando para o infinito...
... eu acho que ando assistindo muito filme de terror, é melhor voltar para o meu crochê.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Novo Dilúvio

Um dia, o Senhor chamou Noé da Silva e ordenou-lhe:
- Dentro de 6 meses, farei chover ininterruptamente durante 40 dias e 40 noites, até que todo o Brasil seja coberto pelas águas. Os maus serão destruídos, mas quero salvar os justos e um casal de cada espécie animal. Vai e constrói uma arca de madeira.

No tempo certo, os trovões deram o aviso e os relâmpagos cruzaram o céu. Noé da Silva chorava, ajoelhado no quintal de sua casa, quando ouviu a Voz do Senhor soar, retumbante, entre as nuvens.
- Onde está a arca, Noé?
- Perdoe-me, Senhor - suplicou o homem - Fiz o que pude, mas encontrei dificuldades imensas: primeiro tentei obter uma licença da Prefeitura, mas para isto, além das altas taxas para obter o alvará, pediram-me, ainda, uma contribuição para a campanha do prefeito à reeleição. Precisando de dinheiro, fui aos bancos e não consegui empréstimos, mesmo concordando com aquelas taxas de juros. (Afinal, nem teriam mesmo como me cobrar depois do dilúvio!) O Corpo de Bombeiros exigiu um sistema de prevenção de incêndio, mas consegui contornar a situação, subornando um funcionário. Começaram, então, os problemas com o IBAMA para a extração da madeira. Eu lhes falei que eram ordens suas, mas eles só queriam saber se eu tinha "projeto de reflorestamento" e um tal de "plano de manejo". Neste meio tempo, o IBAMA descobriu, também, uns casais de animais guardados em meu quintal. Além da pesada multa, o fiscal falou em "prisão inafiançável" e eu acabei tendo que matar o fiscal, porque, para este crime a lei é mais branda. Quando resolvi começar a obra, na "raça", apareceu o CREA e me multou porque eu não tinha um engenheiro naval responsável pela construção da arca. Depois, apareceu o sindicato exigindo que eu contratasse seus marceneiros com garantia de emprego por um ano. Veio, em seguida, a Receita Federal, falando em "sinais exteriores de riqueza" e me multou, também. Finalmente, quando a Secretaria de Meio Ambiente pediu o "Relatório de Impacto Ambiental" sobre a zona a ser inundada, mostrei-lhes o mapa do Brasil. Aí quiseram me internar num hospital psiquiátrico! (Sorte que o INSS, estava em greve!)

Noé da Silva terminou o relato chorando mas, notando que o céu clareava, perguntou:

- Senhor, não irás mais destruir o Brasil?

- Não! - respondeu uma voz dentre as nuvens - Pelo que ouvi de ti, Noé, cheguei tarde! Alguém já se encarregou de fazer isso!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Vício

Sinto em informar-lhes, mas eu sou uma viciada. É difícil pra alguém admitir isso.
Comecei há pouquíssimo tempo e agora já não consigo mais me livrar desse terrível vício. Eu não queria, eu juro, mas me disseram que alguém poderia me ajudar e a curiosidade ainda foi enorme e que também não me faria mal algum. Hoje não sou ninguém. Não adianta, eu digo: só mais essa carreirinha e não faço mais. Mas a quem quero enganar? Aquela não será a última carreirinha.

Meus amigos dizem que sumi, meu quarto está uma bagunça, já não ligo para o meu pc, do qual eu nem me separava, agora ele mal é ligado, estou no trabalho e o vício me chama, eu não consigo ficar no trabalho longe daquilo que me tira o sono, que rouba meu tempo, que me afastou dos círculos sociais, que me fez abandonar até um livro lido somente até a metade.
Não vou pedir ajuda, sei que posso controlar, e quando não puder mais, que alguém me ajude, de preferência meu namorado, é o único que me faz esquecer meu vício.



Maldita (ou seria bendita?) hora que fui aprender crochê!!!


Família Feliz

Alguém precisava de novos pais...
E alguém precisava adotar uma nova filhinha:

domingo, 18 de maio de 2008

Carro x Pobre II (continuação)

Estou continuando o post anterior, pois ainda tem muita coisa que pode ser dita sobre esse relacionamento pobre+carro.
Uma outra coisa que pobre não abre mão é fazer do carro uma barraca de camelô ambulante. Se vê de tudo pendurado, tercinho no espelho, bichos (na maioria macacos ou sapos) presos por ventosas nos vidros, além de adesivos dos mais variados temas: Barretesão 2000, É nóis na fita, Rastreado por fofoqueiros, Bebê a bordo, NOS, etc.
E na hora de estacionar na ladeira? Tem que posicionar um pouco torto porque se descer acidentalmente a calçada segura.
Agora, atire a primeira pedra quem nunca foi ao posto de gasolina pegar 1 ou 2 litros de combustível. Normalmente pra fazer o carro pegar e conseguir sair da garagem, isso porque é de lei, na hora de abastecer é de 5 em 5 reais.
E as marcas de durepox na lataria? Isso é uma arte. Personaliza o carro, fazendo com que seja único. Agora se puder pagar um pintor, pode tunar o carro, fazer umas chamas coloridas, faixas esportivas e por aí vai, além de escurecer os vidros com filme, tomando cuidado pra não ficar escuro demais e os "homi" parar na blitz, aliás, quem tem um carrinho assim consegue sempre se desviar das blitz policiais, apesar que nem precisariam se preocupar, 2 em cada 10 policiais têm um carrinho nessas mesmas condições.
Vou ficando por aqui, pois a lista ainda é enorme... mas prometo voltar.
Dirijam com cuidado!